A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, reuniu-se, quinta-feira, em Luanda, com uma delegação francesa, para abordar aspectos de natureza técnica, financeira e institucional relacionados com os projectos de construção e reabilitação de hospitais.
Durante o encontro, foram avaliadas a construção e a reabilitação da Maternidade Augusto Ngangula, do Instituto Oftalmológico e do Laboratório de Controlo de Qualidade de Medicamentos, obras prioritárias para o reforço da capacidade nacional de resposta em cuidados de saúde especializados.
De acordo com uma nota de imprensa, no domínio financeiro, as partes analisaram, também, diferentes opções de financiamento apresentadas pela Bouygues Bâtiment International, incluindo mecanismos de crédito à exportação, bem como o eventual envolvimento de outras instituições financeiras estrangeiras, com destaque para instrumentos de garantia e seguro de crédito à exportação considerados determinantes para a viabilização e sustentabilidade dos projectos.
Na reunião, Sílvia Lutucuta sublinhou, igualmente, o carácter estratégico das iniciativas em análise, destacando o impacto directo na melhoria da qualidade dos serviços prestados à população e assinalou que o compromisso do Executivo passa por erguer infra-estruturas modernas, bem equipadas e financeiramente sustentáveis capazes de responder às reais necessidades da população angolana.
Empenho do Executivo
A ministra da Saúde disse, ainda, que o Executivo está empenhado em mobilizar parcerias internacionais sólidas, assentes na transferência de conhecimento, na inovação tecnológica e em modelos de financiamento adequados, que assegurem a implementação eficaz dos projectos.
“A cooperação com parceiros internacionais experientes permite-nos acelerar a modernização do sector da saúde, reduzir as assimetrias no acesso aos cuidados especializados e reforçar a soberania sanitária do país”, acrescentou.
Por último, as partes concordaram quanto à importância estratégica dos projectos para o aumento da capacidade instalada, a melhoria da qualidade da assistência médica e a redução da necessidade de evacuações médicas ao exterior, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do sector da saúde em Angola.
