O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertou, hoje, para múltiplos desafios no apoio a um milhão de vítimas das cheias em Moçambique.
Metade das vítimas são crianças, por isso o UNICEF considera a situação como uma “emergência profundamente infantil”.
Segundo o responsável do projecto de Água, Saneamento e Higiene do UNICEF em Moçambique, Omar Khan, citado pela Lusa, os sistemas de abastecimento de água foram submersos e contaminados, os equipamentos eléctricos danificados e os poços contaminados por águas superficiais que transportam matéria fecal e outros contaminantes.
Além disso, latrinas colapsaram ou transbordaram, e infra-estruturas de saneamento básico foram destruídas.
Por outro lado, comentou que em muitas comunidades afectadas pelas chuvas dos últimos meses naquele país, as famílias passaram a recorrer a fontes de água inseguras, o que para os menores, que são biologicamente mais vulneráveis, representa graves riscos de desenvolvimento de doenças como a diarreia, que continua a ser uma das principais causas de mortalidade infantil e a cólera, uma das maiores preocupações do UNICEF, refere a mesma fonte.
