O Presidente da República afirmou segunda-feira, na província do Moxico, que a entrada em funcionamento do Parque Solar Fotovoltaico do Luau, mais do que aumentar a oferta de um bem essencial para a vida das pessoas, é sobretudo um grande investimento para o desenvolvimento sustentável do país.
A informação foi avançada em conferência de imprensa após o Titular do Poder Executivo, João Lourenço, ter constatado as obras de reabilitação da Estrada Nacional 190 e 250 e inaugurar o Parque Solar Fotovoltaico do Luau, ambos na província do Moxico-Leste, que vai fornecer energia eléctrica a mais de 20 mil habitações no município.
O Presidente João Lourenço destacou que o aumento da oferta de energia eléctrica e de água potável são premissas para o desenvolvimento económico, social e para a melhoria da saúde pública de qualquer país.
“Estamos interessados em ter cidadãos saudáveis com o aumento da oferta de água potável e trabalhar para que o país se possa desenvolver a uma velocidade que seja satisfatória nos próximos anos”, ressaltou João Lourenço, sublinhando, por outro lado, que não pode haver desenvolvimento e surgimento de indústrias sem que se invista no sector da Energia.
Angola vai ter maisparques fotovoltaicos
Além dos centrais já existentes, designadamente a de Saurimo, Lucapa, Baía Farta, Biópio, Cazombo, Cuito, Bailundo, Luena e Luau, o Chefe de Estado avançou que, por razões de instabilidade no mercado internacional do petróleo, o projecto de instalação de parques solares vai continuar em todas as 21 províncias do país.
“Ali onde a luz da rede nacional não chegar, nós vamos encontrar como alternativa os parques solares, sobretudo os de última geração, que têm a capacidade de armazenamento da energia produzida durante o dia para que possa ser consumida 24 horas por dia.
O Presidente referiu que mais do que concretizar a instalação das centrais fotovoltaicas em 60 localidades do país, o esforço do Executivo vai ser o de levar a energia a todos os angolanos, não importa a fonte, se hidroeléctrica, térmica ou se energia fotovoltaica, porque “a nossa luta é electrificar todo o território nacional”.
Entre as três fontes de energia, João Lourenço referiu que o Executivo vai privilegiar as limpas, sobretudo a hidroeléctrica e a fotovoltaica, por serem as mais seguras e reduzem consideravelmente a produção de energia com base em combustíveis fósseis, ajudando o Estado a poupar dinheiro.
População foi chamada a vigiar a infra-estrutura
O Presidente João Lourenço apelou às comunidades a terem maior responsabilidade em termos de segurança, para garantir que empreendimentos do género não sejam vandalizados.
“Os pais e as autoridades tradicionais devem, na comunidade, educar, sobretudo os jovens, para a importância do projecto, que são para eles”, alertou o Presidente João Lourenço.
Segundo o Presidente da República, não basta somente educar, é preciso vigiar, caso algum jovem compareça na aldeia, ou no bairro, com um painel, é evidente que roubou, e é preciso denunciar para as autoridades legais responsabilizarem criminalmente, se for provado o furto.
Energia deixa de ser um obstáculo
O ministro da Energia e Águas, considerou a entrada em funcionamento do Parque Solar Fotovoltaico do Luau uma prova de que quando há união e vontade entre a política e conhecimento técnico é possível transformar o projecto em realidade.
Ao fazer considerações no acto de apresentação do projecto ao Presidente da República, disse que “hoje foi inaugurada não só uma infra-estrutura, mas sim uma nova etapa na vida das famílias, em que a energia deixa de ser um obstáculo e passa a ser um motor de desenvolvimento, mostrando que Angola tem liderança, capacidade, visão e coragem para apostar no futuro.
Segundo o ministro, o desenvolvimento não pode ser privilégio das cidades, “deve chegar onde as pessoas vivem, trabalham e sonham. Tem de chegar ao campo, às aldeias e às comunidades que durante décadas foram esquecidas”, observou o ministro.
João Baptista Borges referiu que a electrificação do Luau não é apenas um investimento local, é sobretudo uma peça fundamental para o sucesso do Corredor do Lobito, pois sem energia, não há logística moderna, e sem logística não há desenvolvimento regional.
Com o parque solar, frisou o ministro da Energia e Águas, o Luau transforma-se num ponto de força e o Corredor do Lobito ganha competitividade, sustentabilidade e impacto social real para o país.
Maior central construída
O Parque Solar Fotovoltaico do Luau vai atender mais de 100 mil habitantes e é a central solar com a maior capacidade de armazenamento de energia construída até agora no país, o que mostra uma clara aposta do Executivo nas “soluções tecnológicas avançadas, limpas, eficientes e ajustadas às necessidades do presente e às exigências do futuro”.
O ministro João Baptista Borges referiu que o Parque se insere na estratégia do Executivo para a expansão e diversificação da matriz energética nacional, com forte aposta nas energias renováveis, eficiência económica e na sustentabilidade ambiental.
Com esta infra-estrutura, ressaltou , o país vai reduzir, significativamente, a dependência de combustíveis fósseis para a geração local de energia, prevendo-se, no caso, uma poupança anual superior a 17 milhões de litros de combustível.
Ao mesmo tempo vai contribuir para a redução das emissões de gases com efeitos de estufa, reforçando o compromisso de Angola com a mitigação das alterações climáticas e a construção de um modelo energético mais limpo, eficiente e resiliente.
Reabilitação da rede rodoviária nacional
O país está a registar o alargamento e melhoramento da rede rodoviária nacional, que vai, em breve, proporcionar, de forma segura e económica, a circulação entre os centros urbanos e zonas rurais, e acelerar a indústria transformadora, anunciou, ontem, o Presidente da República, João Lourenço.
A informação foi tornada pública durante a conferência de imprensa após ter constatado o andamento das obras de reabilitação da Estrada Nacional (EN) 190 e 250 e da inauguração do Parque Solar Fotovoltaico do Luau, ambos na província do Moxico-Leste, que prevê fornecer energia eléctrica a mais de 20 mil residências no município.
O Presidente João Lourenço, acompanhado da Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, e de membros do Governo, disse que o Executivo está a realizar “o sonho de alargar a rede rodoviária nacional, coisa que vem sendo feita em praticamente todo o país, e, independentemente da perspectiva do cidadão, o trabalho vai ter continuidade”.
Segundo o Titular do Poder Executivo, o alargamento da rede rodoviária nacional leva o seu tempo, sublinhando, a seguir, ser compreensível, se alguém disser que “estão a fazer, mas a estrada A ou a estrada B ainda não está asfaltada, tem muitos buracos e é intransitável”.
João Lourenço referiu que é evidente existirem ainda estas estradas com problemas, porém, existem cada vez menos, porque “nós estamos todos os anos a reabilitar e a construir novas infra-estruturas rodoviárias asfaltadas, em quase todo o país”.
Além das vias de comunicação principais em reabilitação, o Titular do Poder Executivo ressaltou que o país não pode contar apenas com estradas asfaltadas, é necessário classificá-las em níveis, ou seja, nacional, interprovincial ou ainda uma que está numa zona rural. Todavia, continuou, é importante tornar as estradas transitáveis.
O Presidente da República disse que, dada a extensão territorial do país, se torna necessário contar com diferentes modos de transporte, nomeadamente o rodoviário, ferroviário, aéreo, fluvial e o marítimo, porque todos são importantes para o bem-estar das populações e o desenvolvimento económico do país.
Dentre as vias de comunicação reabilitadas e em reabilitação, João Lourenço citou o Caminho-de-Ferro de Benguela, que tem início no litoral e atravessa o território nacional até à fronteira entre o Luau e a República Democrática do Congo, uma linha que, paralelamente, tem a Estrada Nacional (EN) que liga o Lobito ao Cuito-Bié.
