Por: Eng. Alces de Castro Lobo
Tal como muitos outros cidadãos portugueses, acompanhei, com muita preocupação, o ciberataque que a Unitel, a maior empresa angolana de telecomunicações, sofreu, na semana passada.
Estou informado de que a Unitel é omnipresente, em todo o território de Angola, nas instituições e empresas de cariz político, administrativo, económico e social. Por isso, estou capaz de imaginar as perturbações que este ataque causou.
Nós, em Portugal, já estamos habituados a lidar com este tipo de incidentes que, de tempos em tempos, vão acontecendo, não poupando nem a Presidência da República, o governo e o setor empresarial público e privado.
A título de mera ilustração do que afirmo, o grupo Águas de Portugal, que gere o ciclo urbano da água em Portugal Continental, acaba de tornar público que, desde a passada sexta-feira, várias empresas do grupo foram alvo de um ataque informático de “elevada complexidade”. Um outro exemplo foi o ataque que, em Fevereiro de 2022, a Vodafone Portugal sofreu e afetou cerca de 4 milhões de clientes.
Do mesmo modo, as empresas e as instituições de praticamente todos os países do mundo, nos EUA e na Europa, já passaram por esta terrível experiência.
Por isso, os Angolanos não devem baixar os braços; pelo contrário, devem reforçar os instrumentos de luta contra o cibercrime, trocar experiências com quem já viveu esta terrível experiência e reforçar os protocolos de cooperação internacional neste domínio.
Estejam certos de que esta luta é contínua, permanente, pois o cibercrime também vem aperfeiçoando os seus mecanismos de intervenção que se vêm tornando cada vez mais sofisticados.
Como vocês dizem, “a luta continua”!
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