A Câmara Africana de Energia (CAE) e os principais decisores da indústria petrolífera da Venezuela concordaram avançar com um plano de acção de 12 meses para acelerar a reabilitação da cadeia produtiva para o desenvolvimento do gás, os fluxos comerciais e o atrair investimento transcontinental.
A Venezuela está a posicionar-se para um crescimento acelerado de petróleo e gás, visando um aumento de curto prazo na produção de 1,1 milhão de barris por dia (bpd) para 1,2 milhão de bpd, refere um documento enviado às Redacções.
A meta para 2027 é de 1,5 milhão de bpd e um retorno a longo prazo para a sua capacidade instalada de 2,8 milhões de bpd.
Para os investidores africanos e as empresas de serviços, a mensagem é clara: há uma oportunidade estruturada, apoiada por reformas regulatórias, modelos de contrato definidos e compromisso político nos mais altos níveis.
O documento refere que esta direcção estratégica ficou mais reforçada durante um recente compromissos de alto nível acordado entre a Câmara Africana de Energia (AEC) e a liderança petrolífera da Venezuela.
Como parte de uma visita de trabalho de alto nível a Caracas, capital da Venezuela, esta semana, responsáveis da Câmara encontraram-se com Eduardo Antonio Ramirez Castro, vice-ministro da Geopolítica de Hidrocarbonetos, Luis González, vice-ministro do Gás e Jovanny Martinez, vice-presidente Executivo da corporação petrolífera estatal PDVSA.
As partes concordaram em elaborar um plano de trabalho conjunto de 12 meses, abrangendo cooperação a montante, refinação de reabilitação, comercialização de gás, estruturação financeira, fluxos comerciais e implementação de treinamento aos operadores da indústria.
“Este não foi um compromisso simbólico. Foi uma discussão séria e de alto nível, onde África foi, claramente, reconhecida como um parceiro estratégico. O facto de todos os ministros responsáveis pelo sector de petróleo estarem presentes, incluindo o vice-ministro do Petróleo Eduardo Antonio Ramirez Castro, o vice-ministro do Gás Luis González e o mais alto executivo da PDVSA, é um forte sinal de que a Venezuela está pronta para impulsionar o sector de hidrocarbonetos”, afirmou o presidente executivo da AEC, NJ Ayuk.
O presidente Executivo da Câmara Africana de Energia referiu existir um entendimento claro dentro do Ministério e da PDVSA do que as empresas africanas alcançaram em mercados complexos e maduros de hidrocarbonetos.
“Eles têm um plano agressivo e estruturado para desenvolver os respectivos campos e acelerar a produção, e estão prontos para avançar”, acrescentou.
