O Corredor do Lobito vai contar com uma Sociedade de Desenvolvimento para a administração, coordenação, supervisão e promoção das suas actividades e iniciativas de desenvolvimento económico.
A informação consta do comunicado saído da primeira reunião ordinária do Conselho de Ministros, realizada, ontem, sob orientação do Presidente da República, João Lourenço, no Palácio da Cidade Alta.
O documento avança que a empresa, de domínio público, vai ter a sede no município do Lobito, província de Benguela.
A medida visa, tal como esclarece o Executivo na nota, criar condições para a transformação do Corredor do Lobito num efectivo corredor de desenvolvimento económico, actuando como catalisador para a captação e implementação de um conjunto de iniciativas de investimento estratégico em sectores como Agricultura, Indústria, Turismo e serviços diversos essenciais para o desenvolvimento do comércio interno e regional.
Outro dos objectivos dessa iniciativa, reforça o Executivo, passa pelo aumento da competitividade de Angola com os países limítrofes, propiciando, assim, a criação de empregos, a promoção da transferência de conhecimento e de tecnologia, assim como a melhoria da competitividade do país no mercado global.
O Corredor do Lobito é uma rota ferroviária e logística estratégica que liga o Porto do Lobito, em Angola, à República Democrática do Congo (RDC) e à Zâmbia, facilitando a exportação de minerais críticos e produtos agrícolas. Operado pelo consórcio Lobito Atlantic Railway, o projecto tem despertado a atenção de investidores internacionais para impulsionar a integração regional e o desenvolvimento económico de toda a região.
Em Dezembro do ano passado, foi assinado, em Washington, Estados Unidos da América, um acordo de financiamento avaliado em 753 milhões de dólares, para a modernização e reabilitação do Corredor do Lobito.
Testemunhado pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, o acordo destina-se à reabilitação e modernização de cerca de 1.300 quilómetros de linha férrea, ligando o Terminal Mineiro do Porto do Lobito ao Luau, na fronteira com a RDC. A operação contempla investimentos na via férrea, oficinas, sistemas de sinalização e material circulante, reforçando significativamente a capacidade, eficiência e fiabilidade do corredor logístico.
O financiamento foi assegurado pela US International Development Finance Corporation (DFC) e pelo Development Bank of Southern Africa (DBSA) a Lobito Atlantic Railway (LAR), concessionária responsável pela exploração da linha ferroviária, numa operação que constitui a primeira transacção entre Angola e a DFC e, simultaneamente, o maior financiamento alguma vez concedido pela DFC em África no sector.
