O Conselho de Segurança das Nações Unidas agendou para, hoje, a votação de um projecto de resolução que exige a reabertura de Estreito de Ormuz, proposto inicialmente pelos países árabes.
O projecto de resolução “exige” que o Irão “cesse imediatamente qualquer ataque contra os navios” que transitam por esta rota comercial crucial e “qualquer tentativa” de impedir a liberdade de navegação, reportou a Lusa.
O texto indica, igualmente, que o Conselho das Nações Unidas estaria disposto a “considerar outras medidas” contra aqueles que comprometem essa liberdade de navegação.
Apoiado pelos países do Golfo, o Bahrein, membro eleito do Conselho, tinha iniciado há duas semanas negociações sobre um texto que teria conferido um mandato claro da ONU a qualquer Estado que pretendesse recorrer à força para libertar esta via marítima crucial, paralisada pelo Irão, por onde passa perto de um quinto das exportações globais de petróleo e gás.
Mas, face às objecções de vários membros permanentes, o documento foi gradualmente enfraquecido e a votação, inicialmente prevista para quinta-feira, foi adiada várias vezes devido ao risco de vetos por parte da Rússia e da China.
A sessão está agora prevista para hoje às 11:00 de Nova Iorque (16:00 de Portugal continental), algumas horas antes do termo do ultimato estabelecido pelo Presidente norte-americano Donald Trump, que ameaçou destruir o Irão “na totalidade” à noite se Teerão não reabrisse o Estreito de Ormuz.
Na sexta-feira, o Conselho de Cooperação do Golfo (GCC na sigla em inglês, e que inclui a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Qatar, Kuwait e Omã) pediu às Nações Unidas que autorize o uso da força para desobstruir o Estreito de Ormuz, avança a agência noticiosa portuguesa.
