A substituição das centrais térmicas a gasóleo por unidades fotovoltaicas em várias províncias do país representa uma poupança anual estimada em 200 mil milhões de kwanzas aos cofres do Estado e uma redução no consumo de mais de 500 milhões de litros de combustível.
A informação foi avançada, segunda-feira, pelo director de Projectos da Empresa Pública de Produção de Electricidade de Angola (PRODEL), José Salles, citado pelo Portal do Governo de Angola.
Os parques do Biópio e da Baía Farta, inaugurados em Julho de 2022, são os que mais contribuem para este valor, com uma poupança de 215 milhões de litros anuais cada um, seguidos das centrais de Luena com 19,5 milhões, Saurimo com 19 milhões, Luau com 17,9 milhões, Cazombo com 9,7 milhões e Lucapa com quase cinco milhões de litros por ano.
À margem da inauguração do Parque Fotovoltaico do Luau, José Salles referiu que o objectivo do programa é parar com o funcionamento das centrais térmicas, após a entrada em operação das unidades solares, uma vez que estas eliminam os custos de aquisição de combustível, reduzem a complexidade operacional e suprimem as emissões de gases poluentes associadas à queima de gasóleo.
O responsável indicou, igualmente, que cada projecto contempla, além da central, a extensão da rede de distribuição às comunidades o que permite aumentar significativamente o número de residências electrificadas em cada localidade, com benefícios directos para as famílias no acesso à conservação de alimentos, no estudo nocturno das crianças e no funcionamento das instituições públicas e económicas.
O programa nacional coordenado pela PRODEL prevê, ainda, a construção de centrais solares em 60 localidades distribuídas, por seis províncias, concretamente Lunda- Norte, Lunda-Sul, Moxico, Malanje e Bié, com 250 megawatts em painéis fotovoltaicos e um banco de baterias de 590 megawatts por hora para garantir o fornecimento nocturno.
