Três das candidatas à liderança das Nações Unidas concordaram durante um evento em Montevideu, no Uruguai, com a necessidade de tornar a luta contra o crime internacional uma prioridade dentro da organização.
A costa-riquenha Rebeca Grynspan, a equatoriana María Fernanda Espinosa e, à distância, a guianense Carolyn Rodrigues-Birkett apresentaram, na segunda-feira, os respectivos programas e concordaram em linhas gerais sobre a questão da segurança, reportou a Lusa.
“Somos uma região de paz atravessada pela violência do crime internacional e transnacional, e sabemos que isso também tem de ser uma prioridade nas Nações Unidas quando falamos de paz e segurança”, afirmou Grynspan, antiga vice-presidente da Costa Rica.
A ex-ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiana Carolyn Rodrigues-Birkett também destacou “a paz e a segurança”, citando em seguida “o desenvolvimento e os direitos humanos”, durante este encontro organizado pela Presidência do Uruguai.
Quanto a María Fernanda Espinosa, ex-chefe da diplomacia do Equador, considerou que a ONU deve “acompanhar e reforçar a cooperação internacional no combate ao crime organizado transnacional”.
Grynspan, de 70 anos, superou Rodrigues-Birkett no final de uma primeira votação indicativa do Conselho de Segurança, na semana passada. O argentino Rafael Grossi, que dirige a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), ficou em terceiro lugar.
Os outros candidatos à sucessão de António Guterres, nesta fase, são María Fernanda Espinosa, a chilena Michelle Bachelet, o ugandês Olara Otunnu e o senegalês Macky Sall.
Guterres termina o segundo mandato como secretário-geral a 31 de Dezembro.
