Angola pode transformar a parcela do seu território integrada na Área de Conservação Transfronteiriça do Okavango-Zambeze (KAZA) num motor de diversificação da economia, criação de emprego e melhoria das condições de vida das comunidades do Leste e Sudeste do país.
A tese é defendida pelo docente universitário Wilson Rosário no livro “Okavango-Zambeze, Turismo e Desenvolvimento Sustentável.
Na obra, que será lançada no dia 14 de Outubro, o autor sustenta que a conservação da KAZA, que integra Angola, Botswana, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe, não deve ser encarada apenas como uma questão ambiental, mas como um activo estratégico para o país.
Wilson Rosário defende que a aposta no ecoturismo e no turismo de natureza, através da exploração responsável do património natural, constitui uma via para valorizar a biodiversidade, gerar rendimentos para as populações locais e reforçar a cooperação com os países vizinhos.
Para o autor, a gestão conjunta dos recursos é fundamental para o combate à caça furtiva, à perda de habitats e à exploração inadequada, uma vez que os ecossistemas, a fauna e os recursos hídricos não se limitam às fronteiras nacionais.
