A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) apelou, quarta-feira, aos governos africanos para olharem a aviação como motor estratégico para o desenvolvimento, removendo obstáculos como a dificuldade na repatriação de receitas, como ocorre em Moçambique e Angola.
“A aviação é uma infra-estrutura económica para a África. Uma estratégia de aviação centrada na segurança, na competitividade de custos, na segurança e sustentabilidade energética e na facilidade de fazer negócios criará empregos, permitirá o comércio, apoiará o turismo e promoverá a integração regional”, disse o vice-presidente da IATA para África e Médio Oriente, Kamil Alawadhi, citado pela Lusa.
Numa intervenção na conferência Focus África em Addis Abeba, o responsável defendeu que a prosperidade que essa estratégia gera “permitirá aos governos impulsionar o desenvolvimento social e económico de forma mais duradoura do que qualquer imposto que possa ser cobrado aos viajantes”.
Para desenvolver essa estratégia, a competitividade de custos é um dos factores a abordar, segundo a IATA, porque “o custo de operar negócios de aviação em África é elevado”.
Os países africanos representam a maior proporção de fundos bloqueados a nível mundial, com um total de 774 milhões de dólares bloqueados até ao final de Março de 2026, informa a organização.
Moçambique, com 82 milhões de dólares e Angola, com 73 milhões de dólares (mais de 62 milhões de euros) estão na lista dos que têm mais fundos bloqueados.
A lista é liderada pela Argélia, com 258 milhões de dólares e nela conta ainda a zona do franco CFA, onde se incluem a Guiné-Bissau e a Guiné Equatorial, com o conjunto dos países que usam essa moeda a bloquear 105 milhões de dólares, refere a mesma fonte.
