Por: Agostinho Diogo Ferraz – Militante n. 56709 do MPLA, CAP 561
No MPLA, as assinaturas não elegem candidatos. Quem valida candidaturas são os Estatutos, os Regulamentos e os órgãos competentes do Partido.
Há quem procure transformar a recolha de assinaturas num exercício de propaganda política, como se o número de subscrições fosse suficiente para garantir presença no boletim de voto do IX Congresso Ordinário. É um erro de leitura da realidade do MPLA e uma incompreensão profunda da sua cultura organizativa.
As assinaturas constituem apenas um requisito formal de admissibilidade. Não substituem a verificação da autenticidade da documentação, nem dispensam a avaliação rigorosa da idoneidade ética, da integridade moral, do percurso político-partidário e do cumprimento integral das exigências estatutárias.
No MPLA não há atalhos. Não há vitórias antecipadas. Não há candidaturas aprovadas por aclamação nas redes sociais, nem por campanhas de marketing político. A única instância com competência para apreciar e validar candidaturas é a Subcomissão de Candidaturas, que exerce as suas funções com responsabilidade, imparcialidade e absoluto respeito pelos Estatutos do Partido.
Por isso, proclamar vitória apenas porque se anunciaram milhares de assinaturas revela desconhecimento das regras internas e alimenta expectativas que podem colidir com a realidade estatutária.
Até ao momento, a única candidatura considerada conforme, após a devida apreciação dos requisitos legais e estatutários, é a do Camarada Presidente João Lourenço. Esse facto demonstra que o verdadeiro critério de validação não é a quantidade de assinaturas apresentadas, mas sim a conformidade integral com as normas que regem o MPLA.
Os militantes conscientes sabem que a força do Partido reside na disciplina, na legalidade, no respeito pelos seus órgãos e na observância dos seus Estatutos. Quem pretende liderar o MPLA deve ser o primeiro a dar exemplo de respeito pelas suas regras, porque ninguém pode aspirar a dirigir o Partido colocando-se acima das normas que lhe dão identidade, credibilidade e coesão.
No MPLA, as emoções passam. A propaganda esgota-se. As redes sociais silenciam-se. Mas os Estatutos permanecem, e é sobre eles que assenta a legitimidade de qualquer candidatura.
Seguimos com firmeza.
